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VIDA SAUDÁVEL

Movimentos cotidianos de curta duração reduzem risco cardiovascular e mortalidade prematura

Estudo com 22 mil pessoas aponta que quatro minutos diários de atividades banais contínuas ajudam a neutralizar os danos do sedentarismo prolongado.

07/11/2026 16:44



Atividades rotineiras sem finalidade esportiva, como subir degraus, lavar a louça, flexionar os pés ou carregar sacolas, diminuem o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de morte prematura. Conhecida no meio científico pela sigla NEAT (Non-Exercise Activity Thermogenesis, ou termogênese por atividade não vinculada ao exercício), essa categoria abrange qualquer gasto energético muscular que não pertença à rotina formal de treinos, ao sono ou às refeições.

As constatações ganham sustentação em um estudo de larga escala realizado no Reino Unido com 22.000 participantes acompanhados ao longo de oito anos. Os dados indicam que a prática de apenas quatro minutos diários de pequenos surtos de movimentação incidental é suficiente para compensar os impactos negativos do comportamento sedentário sobre o sistema circulatório. Investigações subsequentes associaram essa retenção de atividade contínua a índices menores de mortalidade geral.

Segundo a pesquisadora Anantha Narayanan, da Universidade de Tecnologia de Auckland, no Reino Unido, ações de baixo impacto estrutural, entre as quais mudar de postura na cadeira, rolar os ombros ou balançar as pernas, ativam grupos musculares estagnados. A permanência prolongada na posição sentada reduz as contrações responsáveis por retirar a glicose da corrente sanguínea e prejudica a circulação. A movimentação frequente reverte esse quadro ao restabelecer o gasto calórico e a dinâmica vascular.

Exemplos práticos de inserção do conceito no cotidiano incluem tarefas como carregar compras, interagir fisicamente com crianças ou utilizar escadas fixas em vez de elevadores, conforme detalhado por Nicholas Koemel, pesquisador da Universidade Monash. Na mesma linha, a professora Amanda Daley, da Universidade de Loughborough, orienta a acoplagem de movimentos a hábitos consolidados, como realizar elevação de panturrilhas durante a escovação dos dentes ou caminhar enquanto se atende a chamadas telefônicas.

A eficácia de intervenções no ambiente de trabalho também foi aferida experimentalmente. Em um dos testes clínicos conduzidos na área, a adaptação do mobiliário com mesas apropriadas para o trabalho em pé reduziu o tempo sentado de médicos em cerca de duas horas diárias.

Analistas ressaltam que o ganho fisiológico do exercício incidental possui caráter cumulativo. A constância das pequenas interrupções do sedentarismo ao longo das semanas favorece a consolidação de um padrão comportamental sustentável de longo prazo.

Por Redação Notícia10

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