
População em situação de rua no Brasil é preocupante, mas desinformação deturpa dados para criar sensacionalismo
Peças de desinformação vêm distorcendo dados públicos para sugerir um crescimento alarmante e desproporcional da população em situação de rua no Brasil. Esses conteúdos maliciosos utilizam informações do Sistema de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para alegar, equivocadamente, que a população de rua triplicou no país. No entanto, os dados em questão referem-se ao número de famílias em situação de rua inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) por meio da busca ativa dos serviços de assistência social, e não refletem diretamente o total da população de rua.
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), divulgada em dezembro de 2022, apontou um aumento de 38% na população em situação de rua entre 2019 e 2022, atingindo 281.472 pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está atualmente desenvolvendo um levantamento que segue as diretrizes do Decreto 7.053/2009, que estabelece a Política Nacional para a População em Situação de Rua, com o objetivo de trazer dados mais precisos sobre o tema.
Os dados do CadÚnico, que estão sendo manipulados por agentes de desinformação, tratam da inserção de famílias em situação de rua no sistema. Em dezembro de 2022, quando o IPEA divulgou seus números, o Sagicad registrava 192.175 famílias inscritas. Esses registros são resultado dos esforços das equipes de assistência social em garantir que essas pessoas tenham acesso a políticas públicas e programas de inclusão, como o Bolsa Família. Desde o início do atual governo federal, 105.896 novas famílias em situação de rua foram incluídas no CadÚnico.
O fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) tem sido uma prioridade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Em 2023, o MDS adotou medidas como repasses emergenciais, a retomada do cofinanciamento regular e a qualificação do Cadastro Único, além de ampliar as ações de busca ativa. A busca ativa, fundamental para localizar e cadastrar famílias em extrema pobreza, visa garantir que essas populações, muitas vezes invisíveis para o poder público, possam ser incluídas em políticas de proteção social.
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